História da Paróquia

História da Paróquia

          No começo do século XVIII, com extremo sacrifício, foi erguida uma capela em uma área remota fora do centro, chamada de Várzea da Cidade. Ninguém por ali morava, só existindo um caminho, que ia dar no Valongo (Saúde). A partir deste, a uma certa altura, pegava-se o acesso ao modesto templo. Dedicado a São Domingos de Gusmão, ficava em frente a um cemitério onde eram sepultados os escravos.

          Os anos passaram, e a zona urbana começava se dilatar e estender em direção ao Mangue, envolvendo a pequena capela com novas construções e inserindo-a em uma rede de ruas até então inexistente. Doravante, não estaria mais só. Foi construída em seu lugar, em 1791, a Igreja de São Domingos, a qual permaneceria com o mesmo aspecto até seu fim. Era pequena e tinha três altares, dedicados a São Domingos, Nossa Senhora da Conceição e Nossa Senhora das Dores, além de uma imagem de Sant'Ana na Sacristia. Foi nesta igreja que surgiu a devoção a mãe de Nossa Senhora na cidade, mas que em um impasse com os membros da igreja, foi retirada a imagem de Sant'Ana e foi levada para uma Capela construída próxima dali para ser seu novo lugar. Tal Capela virou ruínas e foi erguida uma nova Igreja que ainda existe na Praça XI (Igreja de Sant’Ana).

No início do século XX, com a determinação do prefeito Pereira Passos em modernizar a cidade do Rio de Janeiro, o Largo e a igreja de São Domingos localizados no centro,  ocupava o trecho da Av. Passos entre Gal. Câmara e rua de S. Pedro (hoje já não existem). Atualmente, ficaria  na confluência da Av. Passos com Pres. Vargas.  As obras chegaram ao Largo de São Domingos, onde o urbanismo da velha cidade colonial estava sendo totalmente modificado. Notem o belo chafariz que infelizmente teve que ser retirado e remanejado, pois chafarizes em largos atraiam “a escória” segundo documentos da época, como charreteiros, quiosques, lavadeiras que estendiam as roupas no leito da rua impedindo a passagem, dentre outras justificativas.


          A Av. Passos é o novo nome dado após as obras à velha rua do Sacramento, que começava na praça Tiradentes e terminava na rua Senhor dos Passos.
          Em 1817 recebeu o nome de rua do Sacramento por nela estar situada a igreja de mesmo nome. O prefeito Passos a retificou, alargou-a e a fez comunicar com a Av. Marechal Floriano, também rua nova que unia as velhas ruas Estreita e Larga de São Joaquim, usando-se para isso a antiga Rua da Imperatriz, estreia e torta que unia a estreita de São Joaquim ao Largo de São Domingos . Na sua inauguração o povo imediatamente e espontaneamente passou a chamar a nova avenida em Avenida Passos em homenagem ao prefeito, e que poucos anos após foi oficializada.

          Com a abertura da Av. Passos e retificação da velha Rua da Imperatriz o velho largo foi inserido em um novo urbanismo entre 3 vias da cidade a já citada Av. Passos e as Ruas do Gal. Câmara e de São Pedro. Vemos características marcantes da urbanização do prefeito  Passos: a arborização, farta com oitis, e a iluminação pública, ainda com combustores a gás, dois elementos que faltavam à velha cidade colonial.

          Pelos trilhos do bonde e a posição da igreja, nosso fotógrafo estava de costas para um dos imóveis da Av. Passos, no quarteirão entre as Ruas de S. Pedro e G. Câmara, os sobrados que vemos ao fundo na esquerda da imagem pertenciam a Rua do Gal. Câmara. A região ficou desta maneira com pequenas modificações como a troca do pavimento por asfalto e da iluminação pública por eletricidade até o início dos anos 40, quando tudo o que vemos foi destruído para a passagem da Av. Pres. Vargas.

          Vemos o mesmo lugar da foto anterior, alguns anos depois do ‘bota abaixo’. podemos ver que não ficou nenhuma cicatriz urbana das demolições, todos os terrenos estão ocupados.

 

          O Largo de São Domingos ganhou arborização de oitis e piso de paralelepípedos , ao fundo em primeiro plano, vemos um bonde saindo da rua da Alfândega, logo depois a Igreja do Santíssimo Sacramento, sendo hoje finalmente restaurada, e lá no fundo o morro de Santo Antônio, derrubado nos anos 50-60 . A rua que faz esquina à esquerda é a General Câmara, que não existe mais.


          Na década de 40, um amplo Plano de Obras levado a efeito na gestão do Prefeito Henrique Dodsworth, encomendado ao engenheiro Édison Passos, Secretário de Viação, tinha como objetivo desafogar o trânsito da cidade. Grandes foram as oposições para a sua realização:  a  posição dos proprietários dos imóveis que estavam em seu traçado; a extinção de logradouros públicos como o Largo do Capim; o Largo de São Domingos; a famosa Praça Onze, da qual hoje existe um simples arremedo; uma grande parte da Praça da República que foi, também, eliminada para a passagem do leito da nova avenida; a destruição de importantes edificações como o Paço Municipal, sede da Prefeitura, assim como a comoção provocada no espírito religioso pela demolição de diversos templos, dentre os quais as igrejas de São Pedro, do Bom Jesus do Calvário, de Nossa Senhora da Conceição e a Capela de São Domingos. Cogitou-se, até mesmo, de pôr abaixo a Igreja da Candelária, a qual só foi preservada ao se decidir que ela permaneceria dentro da própria avenida.

No lugar da antiga igreja e Largo de São Domingos temos aqui uma árida faixa de pedra britada que em breve ganhará placas de concreto.
(cruzamento da atual Av Passos com Pres Vargas, onde se localizava a igreja São Domingos).

          Com essa demolição, em 1941, ocorreu a mudança para o nosso atual endereço na Tijuca, funcionando numa casa adaptada às celebrações. A princípio apenas uma capela ligada a paróquia dos Sagrados Corações.  Logo, numa ação conjunta da Irmandade do Glorioso São Domingos e a comunidade que frequentava, começou-se a construção do prédio atual da igreja. Padre Lucas Malaquias, vindo da paróquia Nossa Senhora do Loreto, foi o responsável pela coordenação da obra. Com o crescimento da vida em comunidade, a capela foi levada a paróquia a 19 de maio de 1968, com a presença do Cardeal Dom Jaime de Barros Câmara, sendo o padre Lucas Malaquias o primeiro pároco.

A festa no dia da instauração da paróquia

          No dia 12 de abril de 1970, Dom Jaime retornou à paroquia para dar a benção da Igreja que havia terminado sua construção. 

Substituindo Padre Lucas Malaquias, veio Monsenhor Alfir Barreto, que durante vinte e seis anos deu continuidade aos trabalhos paroquiais. Outras pastorais foram criadas e o número dos paroquianos foi crescendo. No auxílio do Monsenhor Alfir vieram  padre Irineu, padre Almir, padre Delfino, padre Luiz Fernando que muito contribuíam com o crescimento espiritual da comunidade.


          Com a saída de Monsenhor Alfir, assumiu a paróquia, por dois anos, o padre Jorge Luiz, fazendo algumas alterações na estrutura e aparência da igreja. Logo depois, em agosto de 2004, padre Marciano Rodrigues foi empossado como novo pároco da comunidade. Além de toda a modificação e melhoria nas instalações físicas - como modernização da parte elétrica e do telhado, a construção do novo salão paroquial e da casa paroquial e da colocação do ar condicionado - a comunidade vem crescendo em número e espiritualidade.

          Em 2009, no dia 8 de agosto e na ocasião da restauração da imagem de São Domingos, esteve presente na paróquia o arcebispo Dom Orani João Tempesta, que numa emocionante celebração, abençoou e reintroduziu a imagem, restaurada em sua aparência original.

A caminho de seu Jubileu de Ouro, a ser comemorado em 2018, ressalta-se a participação ativa da comunidade, e de fundamental importância. Muitos contribuem para a boa vivência paroquial.

          Por todos os que constituem a Paróquia São Domingos de Gusmão, por todos os seus pastores e por sua vida em comunidade, louvado seja Deus!

São Domingos de Gusmão, rogai por nós !

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