A relação de fé com os santos católicos

Aproveitando que estamos em meados de abril e que celebraremos no dia 19 o dia de Santo Expedito e no dia 23 o dia de São Jorge, santos tão populares na comunidade, vamos refletir sobre a fé direcionada aos santos. Em nosso meio familiar ou entre amigos, nas casas de nossas avós e tias, é bem provável acharmos uma imagem ou outra pela casa, como Nossa Senhora de Aparecida, Nossa Senhora das Graças, São Jorge em seu cavalo, assim como Santo Expedito, sendo parte da cultura religiosa de muita gente. É possível que em alguns momentos já tenhamos ouvido de algum semelhante cristão de outra vertente a argumentação de idolatria dos santos, mas não podemos concordar com tal argumento, pois para que isso fosse verdadeiro seria preciso que, em nossas orações, o santo ocupasse o lugar de Deus, o que deveras não ocorre, pois os eles são nossos intercessores, aqueles que podem em nosso favor ajudar, sendo eles um fio condutor, digamos assim.

Para tal esclarecimento, é preciso entender qual papel os santos exercem na Igreja Católica. Resgatando os exemplos citados, Expedito de Melitene e Jorge da Capadócia foram seres humanos como nós, com vida pessoal, amados por Deus, porém, ao longo de suas vidas, decidiram viver de acordo com a graça de divina, sendo exemplares em suas ações, seguindo e honrando os passos de Cristo, nosso Salvador.

Dessa forma, se cremos na ressurreição dos mortos, na vida nos braços do Pai após nossa partida, os santos que aqui viveram e foram santificados, da mesma forma, subiram aos céus e permanecerão em unidade com Deus. Assim, do mesmo modo que nós, aqui, ainda em vida, podemos fazer uma oração pelo nosso semelhante, os santificados também podem fazer por nós. Consoante a isso, a relação que temos com os santos se pauta em crença, contemplação e compreensão: acreditando na vida eterna, nos unimos aos santos filhos de Deus para que intercedam por nós em nossas aflições; contemplando suas vidas em retidão, nos inspiramos a levar uma vida santa; e compreendendo que eles foram seres humanos assim como nós, nos sentimos próximos e convidados a seguir os elementos que compuseram a vida deles em direção à santidade.


Portanto, cultuar os santos e ter imagens deles no lar ou na mesa de trabalho não se estabelece como idolatria, pois suas figuras remetem sempre a Deus, que é a fonte inesgotável de amor e misericórdia. Logo, toda bondade e graça vindas das ações de vida dos santos e de suas benfeitorias e sacrifícios são um convite a todos nós, para que vivamos uma vida santa em comunhão com o Pai, o Filho e o Espírito Santo.

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