Cartas de Pedro - Semana Bíblica 2019

Por: Pastoral Familiar

Quem era Pedro?


Pedro era um dos 12 apóstolos, que muitas vezes servia como porta-voz dos discípulos. Ele era um dos discípulos mais próximos de Jesus e foi um dos grandes líderes da igreja primitiva. Pedro escreveu duas cartas, que estão na Bíblia (1 e 2 Pedro).


Pedro, discípulo de Jesus


Pedro, também chamado Simão, era um pescador que tinha um pequeno negócio em parceria com seu irmão André e dois amigos, Tiago e João. André introduziu Pedro a Jesus e, mais tarde, quando Jesus o chamou, Pedro deixou tudo para ser seu discípulo (Lucas 5:9-11). Jesus escolheu Pedro para ser um de seus 12 apóstolos, que receberam um treinamento especial para serem líderes.

Pedro se destacou entre os discípulos por ser ousado e falar o que todos estavam pensando. Ele era impulsivo, fazia tudo com entusiasmo e amava Jesus ferozmente.


Pedro tinha a personalidade de um líder mas ainda não era maduro.


Pedro era um dos discípulos mais íntimos de Jesus e presenciou eventos especiais, que nem todos os apóstolos viram. Junto com Tiago e João, Pedro viu a transfiguração de Jesus e a ressurreição da filha de Jairo (Marcos 9:2). Pedro era mais que aluno, ele era amigo de Jesus.


Pedro reconheceu que Jesus era o Cristo, o Filho de Deus, mas não entendia que Jesus tinha que morrer e queria protegê-lo a todo custo (Mateus 16:15-17). Ele estava pronto para morrer para defender Jesus e até tentou salvar Jesus quando foi preso. Mas Jesus impediu Pedro de seguir o caminho da violência (João 18:10-11).


Quando Jesus foi preso, Pedro perdeu a coragem e negou Jesus três vezes. Seu coração era sincero mas nesse momento ele tropeçou. Logo Pedro se arrependeu de suas palavras e ficou muito triste (Lucas 22:60-62).


DESTINATÁRIOS


Pedro direciona sua primeira carta aos estrangeiros dispersos no Ponto, Galácia, Capadócia, Ásia e Bitínia; cinco províncias da Ásia Menor à época pertencente ao Império Romano, atualmente parte da Turquia. É consenso que a sua audiência era formada pelas comunidades cristãs espalhadas nesta região, incluindo não somente judeus convertidos como também cristãos de origem gentílica.


No início de sua segunda epístola, Pedro registra quem são os seus destinatários: aos que conosco alcançaram fé igualmente preciosa pela justiça do nosso Deus e Salvador Jesus Cristo" (1.1). É provável que estes crentes em Cristo fossem os mesmos a quem a primeira carta fora destinada, conforme se depreende do que o autor registra em (3.1).


Pedro está escrevendo para uma comunidade cristã heterogênea, composta de judeus e gentios convertidos ao Evangelho, incluindo escravos, esposas com maridos pagãos, jovens e anciãos (1 Pe 2.13;3.1;5.5). Conquanto não tivessem visto o Senhor (1 Pe 1.8), e embora tivessem passado por diversas provações, estes irmãos haviam alcançado uma fé preciosa.


Pedro chama os destinatários da carta de “eleitos segundo a presciência de Deus Pai, em santificação do Espírito, para a obediência e aspersão do sangue de Jesus Cristo...” (v.2). Apesar de estarem numa condição social desfavorável, eles são eleitos de Deus. O texto deixa evidente que tal eleição não se deu por um decreto, pelo qual Deus escolheu um grupo específico de pessoas, rejeitando outras. A eleição é segundo a presciência de Deus. Embora o público seja o mesmo da primeira epístola, as circunstâncias e propósitos são bastante distintos. Na primeira, a comunidade cristã passa por severa provação advinda de fora da igreja, na ocasião da segunda epístola os perigos são internos, por causa dos ensinos heréticos que estavam sendo disseminados dentro dela.


As duas cartas, portanto, complementam-se de uma forma extraordinária, pois formam um todo coerente. Numa, somos instruídos a viver com esperança, alegria e santidade em tempos de provação; na outra, advertidos a não esquecer a vocação e as verdades da Palavra de Deus numa época de falsidade religiosa.


CONTEXTO


Primeira Epístola de Pedro: Esta carta fala sobre a alegria do cristão batizado e a união dos cristãos em Jesus (1 e 2), a carta é dirigida principalmente aos cristãos que sofrem por sua fé e dá ânimo através do exemplo da Paixão de Cristo (3). Apesar de ser atribuída a São Pedro existem dúvidas sobre a verdadeira autoria já que o suposto autor não gostava muito de deixar escritos e preferia a pregação oral.


Pedro começou sua primeira carta observando os privilégios espirituais de seus leitores (1:1-12). Baseado nessas bênçãos, ele continuou a exortar estes cristãos (1:13) e continuou no texto deste artigo. Seus leitores tinham sido purificados através da obediência à verdade e precisavam amar uns aos outros com amor fervoroso e sincero.

Estes cristãos tinham renascido espiritualmente através da palavra de Deus, descrita por Pedro como uma semente incorruptível.


Por diversas razões, o padrão de vida dos crentes não era aceito pelos costumes da época; não se adequava nem ao judaísmo, muito menos ao paganismo grego-romano, por isso os cristãos eram injustiçados e até mesmo acusados de serem ateus, pois rejeitavam os deuses pagãos e adoravam um Deus Único. Todavia, ao que tudo indica, não se tratava ainda de uma perseguição oficial, notadamente aquela que viria a ser promovida pelo imperador Nero a partir de 64 d.C, após atribuir a causa do grande incêndio em Roma aos seguidores de Cristo.


Na verdade, Pedro parece estar preparando a comunidade cristã para esta prova ardente que estava por vir (4.12), na qual ele próprio viria a ser martirizado. Assim, diante desse contexto difícil, Pedro escreve esta epístola com a intenção de encorajar os cristãos a manterem a esperança em tempos de provações e desfrutar alegria nas adversidades. Não é de estranhar que Pedro seja chamado de o "apóstolo da esperança", pois ele insiste que a despeito de tudo, em Cristo temos uma esperança viva, que nos ensina a viver o tempo presente e a descansar em Deus na jornada para o céu.

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