Oração na Quaresma

A Quaresma é um tempo para crescer e fortalecer nossa fé, que nos une e torna tudo possível por causa do nosso amor e devoção a Jesus. É um momento oportuno para refletir sobre o que significa ser seguidor de Cristo. Da mesma forma, é uma oportunidade de nos arrependermos de nossos erros e apreensões e de aumentar a intensidade de nossa oração. Assim, recebemos esse convite à meditação mais profunda, à oração, que, nesse tempo, deve estar voltada também para o ambiente que nos cerca, enxergando e rezando por aqueles necessitados que, por vezes, ignoramos.


“E, quando orardes, não useis de vãs repetições, como fazem os pagãos; pois imaginam que devido ao seu muito falar serão ouvidos.” Mateus,6:7

De acordo com esta passagem bíblica, devemos sempre nos lembrar de não nos tornarmos mecânicos e ritualistas, mas sim expressar-nos de coração aberto e sincero, pois, antes de qualquer coisa, a oração nos conecta ao Pai, fomentando nosso relacionamento com Ele. Ademais, um aspecto muito importante da oração durante o período da Quaresma é buscar a reconciliação com nossos irmãos e irmãs. O tipo mais importante de cura é o perdão e a reconciliação, não à toa oramos por isso com frequência no Pai Nosso:


Perdoa as nossas dívidas, assim como perdoamos aos nossos devedores.” Mateus 6:12.

Acima de tudo, se a oração é um componente central dos exercícios espirituais, é porque sua prática, em última análise, visa trazer a transformação da pessoa que ora, não apenas daqueles por quem oramos. Ao nos relacionarmos com Deus em oração, absorvemos Seus valores, Sua vida e Seus pensamentos. Tornamo-nos mais semelhantes a Ele, que é o que o tempo da Quaresma espera alcançar, que sejamos restaurados à Sua imagem como Seus filhos e filhas. Certamente, qualquer um que seja sincero ao orar “santificado seja o Teu nome, venha o Teu reino, seja feita a Tua vontade, assim na terra como no céu” está procurando a simbiose com Deus. Portanto, ser santo, fazer Sua vontade, perdoar e ser perdoado são aspectos da essência da vida em comunhão com o Pai Celestial e com Cristo. Que possamos vivenciar esse comportamento não somente nesse período de Quaresma, mas sim até o último dia de nossas vidas.


Texto cuidadosamente refletido e originalmente elaborado baseado em textos da Arquidiocese do Rio de Janeiro, nas palavras do Santo Papa Francisco e por diversos meios midiáticos católicos acerca do assunto em questão.

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