Nossos párocos - Padre Paulo

Por Rachel Barbosa

PASCOM

“Eu me sinto muito bem aqui na Paróquia de São Domingos. Fui muito bem acolhido pelos paroquianos desde o início até hoje.”


Com estas palavras o Padre Paulo começa a descrever seu trabalho na São Domingos. Mas foi há cerca de 30 anos que teve início a caminhada religiosa que o conduziu à nossa paróquia.


Nascido em Regeneração, no Piauí, em 1974, Paulo Hamurabi é o filho do meio, com uma irmã mais velha e um irmão mais novo.


Ainda adolescente, deixou os pais no Piauí e mudou para o Rio de Janeiro com seus tios. “Eu me considero, como diz o pessoal, um carioca de coração.” Foi residir no Grajaú onde moravam seus padrinhos, casal Batista, e passou a frequentar a Paróquia do Perpétuo Socorro. Paulo viu nisso um sinal de Deus, uma vez que sua família sempre teve grande devoção por Nossa Senhora do Perpétuo Socorro.


No Rio, enquanto estudava Letras, confirmou a vocação religiosa que sentiu despertar anos antes, mas sem clareza.


Padre Paulo conta que o primeiro sinal de sua vocação aconteceu durante um novenário de São Pedro. O jovem chegou na igreja e viu o padre fazendo a homilia, falando sobre o Santo. Aquela imagem do sacerdote explicando a religião para o povo chamou muito a atenção do jovem Paulo.


O segundo sinal veio através de um padre que conheceu no Piauí. A família tinha posses e não queria que o filho seguisse a vocação. Ainda assim, o padre largou o que tinha e abraçou a vida religiosa. Dedicou sua atividade aos jovens e às famílias.


Depois de ter certeza sobre sua vocação, Paulo entrou para o seminário, deixando muito feliz Monsenhor Jorge Azis, pároco da Igreja do Perpétuo Socorro, por ter sido a primeira vocação religiosa oriunda da paróquia.


Foi nessa mesma igreja que Padre Paulo celebrou sua primeira missa. Monsenhor Jorge Azis, que ainda é pároco na Perpétuo Socorro, também esteve presente na posse do Padre Paulo na São Domingos.


Padre Paulo iniciou seu ministério sacerdotal na Paróquia de Santa Catarina, na região da Central do Brasil. O desafio foi grande em razão das características peculiares da paróquia, localizada em uma parte da cidade onde os poucos residentes dividem espaço com o intenso comércio popular. Em razão da pouca visibilidade da igreja, o jovem padre teve que ir às ruas buscar os fiéis, visitando as vilas na vizinhança. “Graças a Deus foi um trabalho bastante desafiador, mas que me marcou como primeiro tempo de sacerdócio.”


Em seguida, foi designado para a Paróquia de Santa Rita, em Turiaçu, situado entre Madureira e Rocha Miranda. Lá conheceu uma realidade totalmente diferente, de igreja em bairro de periferia. Seu desafio foi abrigar a catequese com 400 crianças e sem salas de aula. Iniciou a construção de um centro paroquial com 4 andares. Hoje o prédio, cuja construção foi concluída pelo sucessor do Padre Paulo, abriga todos os grupos e pastorais da paróquia.


De Turiaçu foi para a Europa. Entre os anos de 2007 e 2013 fez mestrado e doutorado em Teologia, estudando na França e em Roma.


Retornou ao Brasil quando a Igreja se preparava para a Jornada Mundial da Juventude, no Rio de Janeiro. Foi, então, designado como vigário na Paróquia Nossa Senhora de Lourdes, em Vila Isabel, onde permaneceu por 2 anos. Fez muitos amigos, que até hoje o visitam na São Domingos.


Em seguida, voltou ao Centro do Rio, desta vez como pároco da Paróquia Santo Antônio dos Pobres, na Rua dos Inválidos, onde conheceu outro tipo de paroquianos: as pessoas que trabalham na Petrobras, vizinha da igreja.


“Eu me sinto muito rico por ter passado por essas diversas experiências.”


Finalmente a providência divina o enviou para a São Domingos, onde foi empossado como pároco em 7 de agosto de 2016. Seu ministério pastoral, no entanto, foi inicial em julho do mesmo ano.


“Cada padre, quando se ordena, se coloca à disposição do Reino, aonde o Reino precisar dele, onde a Igreja necessitar dele.” Explica Padre Paulo que quando o padre é designado para uma paróquia, se forma uma aliança entre ele e a comunidade. É importante que esse “casamento” dê certo.


Com seu jeito meio tímido, Padre Paulo complementa: “não sou uma pessoa, reconheço, que anda sempre rindo, sempre dando gargalhadas, mas eu posso dizer que me sinto muito bem aqui na Paróquia de São Domingos. Fui muito bem acolhido pelos paroquianos desde o início até hoje. Tem sido um casamento muito promissor.”


Perguntado sobre qual tem sido seu maior desafio na São Domingos, Padre Paulo responde que tem sido trazer os jovens para a paróquia e restaurar a Pastoral Familiar. Outro importante desafio tem sido ajudar as pessoas a redescobrirem a alegria de servir a Deus nas pastorais.


“Eu vejo as pastorais como oportunidades que são dadas aos paroquianos para que colaborem na construção do Reino de Deus.”


Foi seguindo esse pensamento que Padre Paulo criou em 2017 o Pastorais de Portas Abertas, para que os fiéis possam conhecer o que fazem as pastorais e possam oferecer sua colaboração.


Olhando para trás, Padre Paulo afirma: “Eu só tenho a agradecer porque Deus tem agido na nossa paróquia.” Os paroquianos engajados não são muitos, mas “fazem frutificar aquilo que uma multidão não faria.”


“Quando eu vejo isso acontecer eu dou graças a Deus, ao nosso padroeiro São Domingos. Quantas pessoas dedicadas a essa paróquia! Quantas pessoas que amam essa paróquia!”


Ao ser questionado sobre qual o legado que pretende deixar na São Domingos, Padre Paulo faz um olhar pensativo e, após uma pausa, explica que não se fez esta pergunta. Cada um dos párocos que por aqui passou teve seu estilo próprio e deixou saudade entre os membros da comunidade. Padre Paulo termina por concluir que a história dirá qual foi seu legado.


“Só posso dizer uma coisa: que eu tenho a convicção que, apesar das limitações humanas, apesar das dificuldades que cada um de nós tem, eu estou procurando dar o máximo de mim.”

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